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Marcelo Rozenberg, Jornalista desde 1990, é editor do site desde 2007. Depois de passagens por diversos jornais e revistas, trabalhou como repórter e pauteiro na Rede Record, da qual também foi assessor de imprensa. Atualmente, aparece todos os dias na tela do Bandsports, o canal de todos os esportes.
3/6/2009 - 11:57 O tamanho de Kaká


Quando o futebol começou a ser praticado, não passava de um esporte. Demorou a se popularizar em várias partes do planeta, e por incrível que pareça, até hoje não é visto com amor pelos habitantes do maior país do mundo, os Estados Unidos. No Brasil, reunia amadores até o início da década de 1930, quando os primeiros indícios de profissionalismo começaram a transformá-lo no que é hoje. Entretenimento, negócio, interesse e dinheiro.

Já há alguns anos, as cifras e nomes de empresários têm destaque semelhante na mídia ao de jogadores e treinadores. Não existe dia em que não ouvirmos ou lemos algo relacionado a transferência, contrato, direitos federativos e proposta.

Qualquer balão de ensaio ganha páginas preciosas nos jornais, minutos disputados no rádio e na televisão. Basta defender um time grande e pronto. Exposição garantida.

A situação chegou a um ponto em que um jogador consegue ser maior que a própria seleção brasileira. Em que o foco das notícias aponta para uma figura apenas, relegando as demais a um patamar inferior e pouco importante.

Neste momento, a imagem de Kaká se sobrepõe a todas, inclusive à da camisa amarela. O interesse de Real Madrid e Chelsea pelo seu futebol, manifestado em valores que ultrapassam a casa dos R$ 200 milhões, tornou qualquer treinamento de Dunga, qualquer jogada genial de Nilmar e Alexandre Pato ou qualquer defesa de Júlio César mera formalidade na cobertura jornalística.

O importante para a imensa maioria da imprensa é falar de valores. Discutir o salário de Kaká, que ressalte-se pouco brilhou na atual temporada européia que se encerra, questionar se ele vale tudo isso, especular quanto vai receber por dia, por hora, por minuto trabalhado.

A bola, quem diria, já foi chutada para a condição de coadjuvante. Por sinal, caro leitor, você saberia dizer quanto custa uma?
 
 
 
 
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