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Sérgio Quintella, Sérgio Quintella, 29, começou no jornalismo em 2003. Trabalhou nas Rádios Trianon, Bandeirantes e Sulamérica Trânsito. Editor do site Terceiro Tempo desde 2008, é torcedor fanático do Clube Atlético Juventus.
19/5/2009 - 10:51 "Zé ninguém", Grêmio e BBB

Muita gente está dizendo que o Grêmio não pegou “ninguém” nessas Libertadores.

Concordo, mas a culpa não é dos tricolores, pois!

No sorteio, eles caíram numa chave mais fácil, é verdade, entretanto, atropelaram todos e terminaram a fase inicial na primeira colocação geral.

Mérito dos gaúchos.

A conseqüência disso, como premiação, é o enfrentamento contra os piores colocados.

Outra justiça.

Mas o Grêmio não é tema principal: uso o assunto para tocar adiante: “Zé/João ninguém”.

Tem também Zé Mané, Zé das Couves, João Ninguém, João Bobo, João-sem-braço, João e Maria, José (de) Alencar (o vice-presidente e o "pai" da Iracema), etc

São tantos os “zés” e joões.

Mas o que me interessa hoje é o “Zé/João ninguém”

Antes da fama, das conquistas, das vitórias, do capitalismo, os Ronaldos, o Pelé, a Seleção Brasileira, o Luxemburgo, o presidente Lula, o Barack Obama, a princesa Diana, a China, entre milhares de outras persnonalidades/países/instituições, eram, com todo o respeito, “zés ninguém”.

Muitos desses, depois dos chamados cinco minutos de fama, que podem ser 10, um, cinco anos, 20 dias, duas horas, voltam para o ostracismo. É mais ou menos um “Big Brother” ampliado.

No futebol, temos o Once Caldas, que venceu uma Libertadores, o Paulista de Jundiaí, que ganhou uma Copa do Brasil. Na política, Fernando Collor, nacionalmente falando, em 1989, era, antes das eleições, um desconhecido. Voltou a sê-lo depois do impeachment, mas retornou à cena política ao se eleger senador da República por sua Alagoas.

Um exemplo antagônico é do outro ex-presidente José Sarney. Nascido um "Zé ninguém", se mantém na ativa há várias décadas e só vai sair dos holofotes quando morrer.

E os participantes dos "big brothers" da vida? Muitos deles desapareceram da mídia, ricos ou pobres, mas certamente tem quem prefira o anonimato à fama.

Os seres humanos somos assim: valorizamos só quem está no auge.

Somos, não, muitos são.

O que é meramente desprezível para uns, não é para outros.

Um singelo exemplo é o meu querido Juventus, um time pequeno, com uma história regional, e que, para quem não o conhece ou não lhe dá importância, é um “Zé ninguém”.

Vai falar com um juventino, para um admirador do Nacional da Rua Comendador Souza, por exemplo, que os times deles são uma m****?

Vai conversar com um torcedor do Once Caldas e falar-lhe que sua equipe não é de nada?

A importância é subjetiva.

Por isso que o termo “cavalo paraguaio” não agrada a todos, inclusive a mim.

Ora, um time limitado não tem o direito de largar na frente no campeonato?

É um demérito alcançar um objetivo até certo ponto e depois não dar continuidade?

Portanto, o “Zé ninguém” ou João, como queira, de hoje pode ser o presidente de amanhã, mas também pode voltar menor do que era antes da consagração.

Tudo depende de estudo, competência, caráter, formação, sorte e centenas de outros valores.

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sergio@terceirotempo.com.br



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