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Gustavo Grohmann,
é editor de texto e imagem e colunista do site Terceiro Tempo desde janeiro de 2005. Formou-se em jornalismo em julho daquele ano, após quatro “temporadas” na Universidade Metodista de São Paulo. É um apaixonado por esportes (principalmente por futebol), pela natureza e pelo céu.
Profissionalmente já teve passagens pelas TVs Record, Cultura e Canal 21 (São Paulo), pela Rádio Haroldo de Andrade (Rio de Janeiro) e pelo Diário do Grande ABC.
Em seus momentos de lazer já teve passagens pelos estádios do Maracanã, Morumbi, Pacaembu, Canindé, Palestra Itália, Vila Belmiro, Anacleto Campanella, Bruno José Daniel, Papa João Paulo II, Professor Dario Rodrigues Leite, “La Bombonera” e Camp Nou.
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3/6/2009 - 11:44
Ronaldo: a cereja do bolo!
Desde quando o Corinthians anunciou a bombástica contratação de Ronaldo, o Fenômeno passou a ser o “carro-chefe” do Timão, seja nas mesas redondas esportivas ou nas conversas de bar com os amigos.
É Ronaldo pra cá, Dentuço pra lá, Fenômeno aqui, Gordo acolá... E convenhamos: é complicado fugir desse lugar comum quando o maior artilheiro da história das copas volta a jogar em seu país, uma terra tão carente de ídolos (em qualquer área). Ainda por cima no Corinthians, o time com a segunda maior torcida do Brasil.
É válido sim, e temos até o dever de exaltar Ronaldo. Mas não podemos esquecer que o Fenômeno não joga sozinho, mas com outros 10 companheiros. Sem falar no treinador, comissão técnica e diretores, que não entram em campo, mas têm sua devida importância.
Após um ano de calvário na Série B, passando ainda pela desastrosa perda da Copa do Brasil para o Sport, finalmente Mano Menezes conseguiu acertar sua equipe. Hoje o Corinthians tem aquele chamado “padrão de jogo” e, salvo algum imprevisto, todos os torcedores têm na ponta da língua os 11 mosqueteiros titulares.
Felipe é um bom goleiro. Não é espetacular, mas é o melhor que o Corinthians já teve na “era pós-Dida”. Alessandro ressurgiu das cinzas e está jogando muito na lateral-direita do Timão. Na esquerda, André Santos alterna bons e maus momentos. Nos “bons” ele é excelente e nos “maus” não deve futebol para os laterais titulares de outras grandes equipes do país.
Chicão e Willian tornaram a zaga do Corinthians, problemática em outros anos, um tipo de “porto seguro”. A boa técnica de Chicão garante sucesso na defesa mesmo quando o experiente Willian não está em campo (é geralmente substituído pelo jovem Diego). Sem falar nos gols do camisa 3, de falta ou pênalti, que já salvaram o Timão em mais de uma oportunidade.
Outros dois que estão arrebentando no Parque São Jorge são os meio-campistas Cristian e Elias. Ambos estão jogando muita bola, lembrando os melhores momentos de Josué e Mineiro na campanha que culminou com o terceiro título mundial do São Paulo, em 2005, e deixando claro que o futebol atual não tem espaço para os tais “volantes botinudos”.
Na frente, o jovem Dentinho (a verdadeira revelação do Timão), com sua velocidade, sua boa pontaria e seus dribles rápidos, vem fazendo a diferença por um lado do campo, enquanto pelo outro o bom Jorge Henrique (e como ele lembra o Romário – só no “andar”, é claro!) vem cumprindo seu papel tático com grande eficiência.
Fora das quatro linhas, o marketing do Corinthians está fazendo muito bem o seu papel. Além disso, parece que finalmente o presidente Andrés Sanches entendeu que entrar em polêmicas com seus adversários não ajuda em nada sua equipe na busca por títulos.
E o Ronaldo? Bom... Pra mim, o Fenômeno é a cereja do bolo (e que cereja!?) que coloca de vez o Corinthians ao lado de Inter (RS), São Paulo, Cruzeiro e Palmeiras na disputa pelo título brasileiro de 2009.
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