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Marcelo Rozenberg,
Jornalista desde 1990, é editor do site desde 2007. Depois de passagens por diversos jornais e revistas, trabalhou como repórter e pauteiro na Rede Record, da qual também foi assessor de imprensa. Atualmente, aparece todos os dias na tela do Bandsports, o canal de todos os esportes.
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27/5/2009 - 9:14
Rival, não inimigo
A violência talvez seja o principal motivo que tenha favorecido a criação do torcedor do sofá. Famílias de bem pensam duas vezes antes de sair de casa para acompanhar o time do coração de perto.
Se nas arquibancadas a banditismo está relativamente sob controle, nas cercanias dos estádios é grande, capaz de amedrontar quem lá está apenas para acompanhar um espetáculo. Como a telinha oferece toda sorte de entretenimento futebolístico, torna-se quase impossível mudar esse panorama em um prazo curto.
Menos mal que em meio a esse quadro tenebroso, ainda seja possível aceitar o rival não como um inimigo. E por mais paradoxal que possa parecer, em uma das cidades mais violentas do mundo. No Rio de Janeiro, o respeito pela opção alheia ainda é visto como algo natural. Ao menos se mantivermos distância dos bandos organizados.
No Engenhão, torcedores do Corinthians puderam caminhar tranquilamente em meio a botafoguenses. Não houve uma única provocação, um único xingamento. Tanto antes quanto depois do jogo. Situação inimaginável, por exemplo, na São Paulo em que resido.
Três dias depois, nova imagem surpreendente. No vagão do metrô em direção ao Maracanã, torcedores do Fluminense ignoraram solenemente dois flamenguistas e um vascaíno que se ‘atreveram’ a mostrar suas predileções. Nada de palavrões. Sábio silêncio.
Antes do jogo do Flu contra o Timão, outro flamenguista bebia animadamente ao lado de centenas de tricolores nos lotados bares da Tijuca. No máximo, uma gozação sadia.
Imaginem agora se um corintiano ornamentado se dispusesse a tomar uma cerveja nas cercanias do Parque Antártica.......em dia de jogo. Certamente o foco da coluna seria outro.
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