|
|
|
Fábio Lucas Neves,
iniciou a carreira em 1999 na Rede Bandeirantes de Rádio. Passou pela Rádio Jovem Pan e empunhou por seis anos o microfone da TV Record. Desde março de 2008, é editor do site miltonneves.com.br.
Em julho do mesmo ano, foi contratado para integrar o time de repórteres da Band.
|
|
28/5/2009 - 14:49
Novos tempos para o São Paulo
Já foi o tempo em que o São Paulo comemorava vitórias.
Hoje, a equipe se contenta em vibrar com empates, como aconteceu diante do Palmeiras, e derrotas pela diferença mínima.
O Tricolor foi superado pelo Cruzeiro no Mineirão por 2 a 1.
O placar foi injusto.
O time mineiro merecia uma vantagem maior.
O técnico Muricy Ramalho afirmou depois do jogo que “o gol marcado no Mineirão foi fundamental”.
É óbvio que o treinador tem razão.
No Morumbi, uma vitória por 1 a 0 dá ao clube paulista a vaga às semifinais da Libertadores.
Mas fundamental mesmo teria sido a apresentação de um bom futebol pelo São Paulo.
O que, aliás, não acontece faz tempo.
Os tricampeões brasileiros estão travados e previsíveis.
A principal jogada (para não dizer a única) do Tricolor, o “chuveirinho”, não funciona como antigamente.
Já há cartolas e corneteiros sugerindo que o volante Hernanes seja vendido logo.
Pessoas próximas ao presidente Juvenal Juvêncio não entendem a queda de rendimento do atleta, tampouco o porquê de Muricy o manter entre os titulares.
Outro motivo de críticas (ainda) internas ao técnico é a saída de Borges do time.
O próprio atacante anda inconformado.
Apesar do gol marcado em Belo Horizonte, Washington também está na mira dos diretores-torcedores.
O “Coração Valente” chegou a ser comparado por um conselheiro a um pinheiro: fica parado e não serve para nada.
Os bastidores no Morumbi fervem.
Os palpites e comentários maldosos se multiplicam pelos corredores do estádio Cícero Pompeu de Toledo.
Muricy Ramalho, mesmo no “olho do furacão”, não se abala porque conta com o apoio irrestrito do presidente.
Mas o número de desafetos do ex-meio-campista cresce a cada dia.
Juvenal Juvêncio se tornou uma espécie de “Exército de um homem só” na cada vez mais árdua tarefa de defender o técnico.
Sorte do treinador são-paulino que, no clube, só há uma pessoa que manda.
Mesmo sozinho, Juvenal Juvêncio tem a força de um Exército inteiro.
Notas
- No começo dos anos 90, um diretor do São Paulo obrigou o médico a engessar a perna do zagueiro Adilson.
- O defensor passava por uma péssima fase, e o técnico Telê Santana se recusava a barrá-lo.
- O doutor precisou inventar uma desculpa esfarrapada, ficou irritado, mas obedeceu.
- Encontrei esse cartola no Morumbi, que me confidenciou: "se eu ainda estivesse no Departamento de Futebol, faria o mesmo com o Hernanes".
- O comprometimento do Vasco da Gama diante do Corinthians foi louvável.
- Azar do time carioca que só aplicação não ganha jogo.
- O Gigante da Colina vai subir fácil à Série A, mas duvido que elimine o Alvinegro paulista no Pacaembu.
- O Grêmio já está nas semifinais da Libertadores.
- O Internacional já está nas finais da Copa do Brasil.
- Aliás, como joga o Taison!
- Em Roma, o Barcelona encantou o mundo ao derrotar o Manchester United por 2 a 0.
- Alguém duvida que Lionel Messi será eleito o melhor do mundo pela Fifa?
Última coluna
- São Paulo + Muricy = ???
fabio.neves@terceirotempo.com.br
|