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Rogério Micheletti, jornalista do site Terceiro Tempo desde 2000, também é colaborador do jornal "Agora São Paulo" e editor de texto dos programas "Terceiro Tempo" e "Gol, o Grande Momento do Futebol", ambos da Band. Teve passagens pelas rádios CBN (1996), Jovem Pan (1997 até 2000) e Record (2005 e 2006), pelo portal iG/Último Segundo (2000), pela TV Bandeirantes/programa Gol, o Grande Momento (1999 até 2001), pela TV Cultura/programa Grandes Momentos do Esporte (2008) e foi editor de texto de esportes da Rede Record de Televisão (2001 até 2008). Antes de entrar no jornalismo esportivo, Micheletti foi repórter policial do "Diário Popular", atual "Diário de São Paulo" (1996 a 1998).
1/6/2009 - 17:52 Fim do "São Paulo do Nordeste"?

A sensação do nordeste, o Sport, não conseguiu passar pelo Palmeiras na Libertadores. Nelsinho Baptista pegou as malas e deixou a Veneza Brasileira. E as preocupações naturalmente tiram o sono dos torcedores do time da Ilha do Retiro. E as perguntas mais freqüentes são: A boa fase terminou? E o plano do Sport em se tornar uma espécie de "São Paulo do Nordeste"?

As aflições dos rubro-negros são cabíveis. Afinal, o Sport hoje, segundo o próprio Nelsinho, precisa de combustível financeiro para se manter na lista dos melhores do país. A venda do atacante Ciro pode ser a salvação da lavoura. E assim a rota, com certeza, já foi modificada. Nelsinho não será o Muricy da Ilha. Outro técnico chega com filosofia totalmente diferente. E a pressão voltará a existir na Bombonilha. Agora, não será apenas contra os adversários. Será sobre o próprio clube. Afinal, o torcedor fica mal acostumado. As derrotas não serão facilmente digeridas como em outros tempos.

O Sport certamente teme ser uma “nuvem passageira”, como já foram outros times do norte e nordeste. Podemos citar, por exemplo, o Paysandu, um dia defendido por Sandro Goiano, mesmo jogador que fez parte dos elencos vitoriosos dos últimos anos. O Papão da Curuzu, que tinha também Robgol e Iarley (hoje no Goiás), chegou até a bater o Boca, na Bombonera, pela Libertadores. E depois...

E o Bahia, que foi disparado o melhor e mais simpático time do Brasil em 1988? Mas logo em seguida o Tricolor da Boa Terra vendeu Bobô, Charles, Zé Carlos, Paulo Rodrigues e companhia, perdeu Evaristo de Macedo e nunca mais conseguiu trilhar caminhos de sucesso. Muito pelo contrário. Despencou até para a Terceirona.

Que a diretoria do Leão da Ilha não deixe acontecer com o atual campeão da Copa do Brasil o que já ocorreu com outros clubes, também de grandes torcidas e de grandes camisas. Times que não pertencem ao Sul-Sudeste não podem ter "complexo de vira latas". Podem ser fortes por muitos e muitos anos. Não apenas por uma temporada.

Melhor em 2008

Durante o programa Beting & Beting, do Band Sports, pouco antes do jogaço entre Sport e Palmeiras, na Ilha, pela Libertadores, eu comentei que o time atual do Sport não era tão bom como aquele do ano passado, vencedor da Copa do Brasil. O grande Mauro Beting não concordou. Mas aleguei que o Sport tinha dois bons laterais-direitos: Luizinho Neto, que era uma grande arma nos cruzamentos e bolas paradas, e Diogo, atualmente reserva do Corinthians. O meio de campo era diferente. Mais pegador com Sandro Goiano e Daniel Paulista. Romerito, mais avançado, estava jogando muito mais do que Paulo Baier. E o ataque contava com o lépido Carlinhos Bala e com os "ciganos" Leandro Machado (que se aposentou) e Enilton.

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