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7/11/2008 11:00 - Taffarel (ex-goleiro do Inter, Atlético Mineiro e Seleção Brasileira)


TAFFAREL

Vencedor, dono de ótimo reflexo e excelente para pegar pênaltis. Assim, Cláudio André Mergen Taffarel, o Taffarel, entrou para a história do futebol brasileiro como um dos nossos melhores goleiros em todos os tempos. Em 2009, ele foi eleito o 10º melhor goleiro da história do futebol desde 87 pela Federação Internacional de História e Estatística. Hoje, Taffarel é empresário de jogadores.

A carreira de Taffarel não se resume apenas na conquista da Copa do Mundo de 1994 pela seleção brasileira. Ele começou a chamar a atenção ainda nos tempos de Beira-Rio.

Nascido em Santa Rosa (RS) no dia 8 de maio de 1966, Taffarel começou a carreira nas categorias de base do Internacional. Foi promovido ao time principal no mesmo tempo em que o clube gaúcho negociava Gilmar Rinaldi para o São Paulo, em 1985.

Ficou no Beira-Rio até 1990. Durante esses cinco anos, Taffarel esbanjou talento com a camisa que um dia tinha sido de Manga. As convocações para a seleção brasileira se tornaram frequentes. Taffarel não só fez parte da seleção medalha de prata nas olimpíadas de Seul, em 1988, como foi um dos melhores jogadores daquele time, então comandado por Carlos Alberto Silva.



As atuações dele contra o Alemanha, nas semifinais dos jogos olímpicos, fizeram com que Taffarel provasse que também era um grande pegador de penalidades. Naquele jogo, o arqueiro gaúcho defendeu dois.

Antes de ser campeão da Copa dos Estados Unidos, em 94, quando saiu como herói após a vitória brasileira sobre a Itália, nos pênaltis, na grande final, Taffarel defendeu o Brasil na Copa da Itália de 1990.

Deixou o Internacional em 1990 para defender o Parma, da Itália, algo raro para um goleiro. À época, era muito difícil um arqueiro brasileiro defender equipes estrangeiras, principalmente européias.

Taffarel no Galatasaray, da Turquia


Taffarel ficou no Parma de 90 a 93 e depois jogou no Reggina, também da Itália, de 93 a 94. Retornou ao futebol brasileiro em 1995 para jogar no Atlético Mineiro, clube na qual defendeu até 1998. Foi para o Galatasaray, ainda em 98, e encerrou a carreira jogando no futebol turco. O brasileiro continuou durante algum tempo em Istambul para treinar goleiros antes de retornar ao Rio Grande do Sul.

Taffarel na Copa de 98, na França


ATRAPALHANDO A FESTA DE ZICO

Com grande atuação, Taffarel impediu que Zico marcasse um gol em sua despedida do Flamengo, no Maracanã. Taffarel, que defendia a equipe dos amigos do Galinho, evitou o gol do meia rubro-negro. A defesa talvez tenha sido uma das maiores da carreira do goleiro.

Brilhando em 1998

O Brasil não foi campeão da Copa do Mundo de 1998, mas Taffarel seguiu brilhando. Ele foi o herói da equipe comandada por Zagallo na fase semifinal. A seleção brasileira, depois de empate por 1 a 1 no tempo normal, eliminou a Holanda nos pênaltis.

MOMENTO DIFÍCIL

A condição de titular absoluto da seleção brasileiro chegou a ser questionada em 1993, quando Taffarel não vivia uma boa fase. As falhas no jogo contra a Bolívia do meia Etcheverry, em La Paz, fizeram com as pressões sobre Taffarel aumentassem. No entanto, um ano depois, o goleiro mostrou que tinha mesmo condições de continuar com a camisa 1 da seleção.

por Rogério Micheletti


Veja o jovem Taffarel já defendendo o gol da Seleção Brasileira. Repare que o último agachado é Romário, novinho, novinho. O time acima foi medalha de prata na Olimpíada de 1988. Em pé: André Cruz, Taffarel, Luiz Carlos Winck, Batista, Aloísio e Ademir. Agachados: Milton, Edmar, Careca, Geovani e Romário



Ademir Maria (dir) e Taffarel em jogo beneficente realizado em Canoas (RS), no início dos anos 90.

Atlético Mineiro campeão estadual de 1995. Em pé estão Taffarel, o ex-lateral-direito Paulo Roberto Costa, Gutemberg, Luiz Eduardo, Hélio Pescara e Paulo Roberto Prestes; agachados estão Belmiro (massagista), Renaldo, Reinaldo, Euller, Carlos e Éder Aleixo

A imagem mostra um momento histórico para o futebol italiano e principalmente para o brasileiro. A foto flagrou as expressões do atacante Roberto Baggio, desconsolado, e do goleiro Taffarel, demasiadamente feliz, segundos depois do italiano ter desperdiçado a cobrança de penalidade máxima na final da Copa de 1994, que resultou no tetracampeonato mundial para a Seleção Brasileira.
Crédito fotos: site Oficial da FIGC


Seleção Brasileira que empatou em jogo amistoso com o Paraguai, 1 a 1, em Campo Grande (MS), no dia 27 de fevereiro de 1991. Da esquerda para a direita: Charles (ex-Bahia), Cafu, Leonardo, Cuca, Gil Baiano, Taffarel, Adilson (o Adilson Batista), Moacir (jogou no Atlético Mineiro, Corinthians, Fla e outras equipes) e Paulão (zagueiro do Cruzeiro e do Grêmio).


Sabe quem foi o fotógrafo que registrou o momento de Taffarel e Edmar almoçando em Seul, no ano de 1988? Foi Neto, o José Ferreira Neto, hoje comentarista. Taffarel (à época do Inter), Neto (jogava no Guarani) e Edmar (era do Corinthians) conquistaram a medalha de prata na Coréia do Sul.


O tigre Hodori, mascote da Olimpíada de Seul de 1988, e o goleiro Taffarel. O fotógrafo, mais uma vez, foi Neto.


Pausa durante um treino da seleção olímpica de 1988. Taffarel foi um dos melhores do time que conquistou a prata.


Jogadores brasileiros e alguns fãs coreanos, que trabalhavam no hotel onde o nosso time olímpico estava concentrado em Seul. Em pé: o técnico Carlos Alberto Silva, um membro da comissão técncia, Romário, André Cruz, um funcionário coreano, Edmar, outro funcionário coreano, João Paulo, Jorginho, Batista (ex-Galo), outro coreano, Andrade, Careca (ex-Cruzeiro, de camisa azul), motorista coreano, Aloísio, Neto e Nelsinho (ex-São Paulo). Agachados: o preparador físico Bebeto de Oliveira, outro fã coreano, o goleiro Zé Carlos, Geovani, Milton (ex-Coritiba), Bebeto, Taffarel, outro motorista coreano, Ademir e Luiz Carlos Winck.

Foto de Taffarel em 2008 enquanto concedia entrevista para o jornal 'Marca da Cal', do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado do Rio Grande do Sul

Nova imagem de Taffarel enquanto concedia entrevista para o jornal 'Marca da Cal'. O ex-goleiro afirmou na ocasião que sempre torceu pelo Inter e reiterou que em seu primeiro teste para tentar ser goleiro foi reprovado justamente no Grêmio

Taffarel marcou época na Seleção Brasileira conquistando a Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos

Em 1997, um desacreditado Brasil venceu a Copa América da Bolívia após bater os donos da casa por 3 a 1 na final. A conquista ficou marcada por dois motivos: foi a primeira vez que a seleção brasileira venceu a competição sul-americana fora de casa e lá surgiu a tão famoso “vocês vão ter que me engolir” do técnico Zagallo, respondendo às críticas da imprensa brasileira. Da esquerda para a direita, na fila de cima: Dunga, Mauro Silva, Carlos Germano, Denílson, o preparador físico José Carlos Prima, Romário, Edmundo, Márcio Santos, Roberto Carlos, Zé Roberto, Taffarel e Paulo Nunes. Segunda fila: integrante da comissão técnica, Cafu, outro integrante da comissão técnica, o médico Lídio Toledo, o “fininho” Ronaldo, o bigodudo Mário Américo, Zagallo, Ricardo Teixeira (então presidente da CBF), três integrantes da comissão técnica, César Sampaio (só com a cabeça aparecendo), integrante da comissão técnica, Célio Silva e outros dois integrantes da comissão técnica. Na fileira de baixo, temos: um integrante da comissão técnica, Leonardo (atrás do troféu mais alto), Djalminha, integrante da comissão técnica, Giovanni, Gonçalves, Aldair e Flávio Conceição.

Acima, a seleção brasileira juniores comandada pelo técnico Jair Pereira na metade dos anos 80. Na primeira fila: Polaco, Gérson, João, Denílson, Henrique, Tosin e dois membros da comissão técnica. Na segunda fila: Luciano, Dida, Romário, Antônio Carlos, João Antônio, um dirigente, Jair Pereira e mais dois membros da comissão técnica. Agachados: Silas, Balalo, Neto, Taffarel, Renatinho, Luís Carlos e o massagista Paulinho


Vejam o Galo que disputou e perdeu a semifinal do Campeonato Brasileiro de 1996 para a Portuguesa. No Mineirão estão, em pé, Taffarel, Ronaldo Guiaro, Rogério Pinheiro, Dinho, Carlos e Paulo Roberto Prestes; agachados vemos Euller, Renaldo, Fábio Augusto, Leandro Tavares e Moacir
 
 

 
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