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2/6/2009 12:25 -
Antônio Carlos ou Antonio Carlos (ex-zagueiro de São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos)
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Antônio Carlos durante participação no programa Terceiro Tempo, da TV Record, em abril de 2007
Antônio Carlos
O ex-zagueiro Antônio Carlos Zago encerrou a carreira no Santos no dia 2 de dezembro de 2007, na derrota por 4 a 2 para o Fluminense, na Vila Belmiro, pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Hoje, mora na capital paulista, mas tem também residência em Presidente Prudente-SP (é dono de condomínio fechado chamado Dhamas), cidade onde nasceu em 18 de maio de 1969. Assim que pendurou as chuteiras, assumiu a função de diretor de futebol do Corinthians. Permaneceu no clube de Parque São Jorge até março de 2009. No começo de junho do mesmo ano acertou com o São Caetano, para a função de treinador.
Antônio Carlos e Milton Neves no programa Terceiro Tempo
Um dos beques mais técnicos que o futebol brasileiro produziu, Antônio Carlos teve o privilégio de ser campeão como jogador nos quatro grandes clubes paulistas. Começou nas categorias de base do Parque São Jorge, mas por um desentendimento com um treinador partiu para o São Paulo (1990 a 1992). Lá, foi lançado nas mãos do técnico Telê Santana. Garoto na ocasião, fez parceria defensiva com Ricardo Rocha. Saiu do Morumbi para o espanhol Albacete e tão logo voltou ao Brasil para defender o Palmeiras (1993 a 1995) na poderosa época da Parmalat. Do Verdão, seguiu para o em ascensão futebol japonês. Deixou o Kashima Reysol em 1997 para vestir a camisa corintiana por uma temporada. Depois, transferiu-se para a Roma (ITA) e outros times japoneses até retornar de vez ao país de origem para atuar no Juventude, em 2006, e por fim no Peixe, em 2007.
Antônio Carlos entrou em campo pela última vez na carreira com a camisa do Santos. Foto: Site Oficial do Peixe
Na Roma, Antônio Carlos era conhecido pelo sobrenome: Zago
Líder, raçudo, técnico e de boa marcação em campo, Antônio Carlos tinha personalidade forte e arrumou algumas desavenças fora das quatro linhas. No Palmeiras, por exemplo, teve problemas com Edmundo e Roberto Carlos. Já no time de Caxias do Sul envolveu-se até em polêmica de racismo com o então volante gremista Jeovânio.
Pela seleção, foi esquecido tanto pelo técnico Zagallo, de 94 a 98, quanto posteriormente por Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari. Os três o chamaram poucas vezes para vestir a camisa amarelinha. Foram 37 jogos (22 vitórias, 11 empates e quatro derrotas) e três gols marcados, segundo números do livro "Seleção Brasileira 90 anos", de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf. A última partida de Antônio Carlos com a camisa amarelinha foi no dia 1º de julho de 2001. A seleção brasileira foi derrotada pelo Uruguai por 1 a 0, em Montevidéu.
Números pelo São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Seleção
Com a camisa do Tricolor paulista, conforme consta no Almanaque do São Paulo de Alexandre da Costa, Antônio Carlos disputou 138 jogos (70V, 44E,24D) e anotou dez gols.
Antônio Carlos, o presidente Mesquita Pimenta, Raí e o vice-presidente Constantino Cury saíram na capa da revista da Conmebol de julho de 92, depois da conquista da Libertadores
Início como lateral
No São Paulo, Antônio Carlos fez suas primeiras partidas como titular jogando na lateral-direita. Só depois foi colocado na zaga, durante o Brasileirão de 1990. O técnico era Telê Santana.
Time do São Paulo campeão paulista de 1991. Em pé: Moracy Sant´Anna (preparador físico), Zetti, Ronaldão, Cafu, Sídnei, Nelsinho e Antônio Carlos. Agachados: Hélio Santos (massagista), Muller, Suélio, Raí, Elivélton, Macedo e Altair Ramos (preparador físico)
Já pelo Verdão, segundo o Almanaque do Palmeiras de Celso Unzelte e Mário Venditti, fez 188 jogos (114V, 38E, 36D) e marcou oito gols. Formou com Cléber uma vitoriosa dupla de defesa.
No Timão, foram poucas partidas, devido a uma suspensão de 60 dias, por agressão ao médico do Atlético-PR em um jogo pelo Brasileiro (1x2, 19/08/1997). De acordo com Almanaque do Corinthians de Celso Unzelte, o zagueiro envergou o manto corintiano apenas 30 vezes (13V, 10E, 7D) e balançou as redes adversárias em duas oportunidades.
A serviço da seleção brasileira, não disputou nenhuma Copa do Mundo, mas tem no currículo 37 jogos (22V, 11E, 4D) e três gols. Sua última partida pelo escrete canarinho foi um Brasil 0 x 1 Uruguai, no dia 1° de julho de 2001. As informações são do livro Seleção Brasileira-90 anos, de Roberto Assaf e Antonio Napoleão.
Coleção de títulos
Antônio Carlos conquistou grandes títulos nos quatro principais clubes paulistas. Pelo São Paulo, sagrou-se campeão da Libertadores (92), Mundial Interclubes (92), Brasileiro (91) e Paulista (91-92). No Palmeiras, foram mais dois estaduais (93-94), dois Brasileiros (93-94) e um Rio-São Paulo (93). Pelo Corinthians, ganhou o Paulista de 97 e repetiu a façanha estadual com o Santos em 2007. Com a seleção, faturou uma Taça da Amizade (92) e a Copa América (99).
São Paulo vice-campeão brasileiro de 1990. Antônio Carlos começava a se destacar sob o comando de Telê Santana. Em pé: Zetti, Bernardo (boné), Cafu, Leonardo, Ivan e Antônio Carlos. Agachados: Mário Tilico, Flávio, Eliel, Raí e Elivelton.
O time que ficou imortalizado por ter tirado o Palmeiras da fila em 1993. Em pé estão Mazinho, Roberto Carlos, César Sampaio, Tonhão, Sérgio e Antônio Carlos; agachados vemos Edmundo, Daniel Frasson, Evair, Edílson e Zinho
Em 1995, no Valle Sports Bar, na Vila Olímpia, em São Paulo (SP), jogadores recebem o troféu "Melhores do Paulistão", do jornal Diário Popular, hoje Diário de São Paulo. Milton Neves, estão colunista do jornal, era apresentador. Da esquerda para a direita: Jamelli (Santos), Alexandre (Lusa), Candinho (Lusa), Paulinho McLaren (Lusa), Milton Neves, Edinho (Lusa), Velloso (Palmeiras), Bentinho (São Paulo), André Santos (Corinthians), Zé Elias (Corinthians) e Antônio Carlos (Palmeiras).
O autógrafo foi dado nos quatros cantos do planeta ao longo de muitos anos dedicados ao futebol
Por Raphael Cavaco, Marcelo Rozenberg e Rogério Micheletti
O Palmeiras em 1994, quando sobrou no Paulista e levantou a taça após partida contra o Santo André, vencida por 1 a 0. Vemos nesta foto, em partida disputada no Morumbi, Mazinho, Cláudio, Cléber, Gato Fernandez, César Sampaio e Antônio Carlos em pé; agachados estão Evair, Rincón, Edílson, Roberto Carlos, Zinho e o grande preparador físico e ótimo caráter Walmir Cruz
Palmeiras campeão brasileiro de 1994 após empatar com o Corinthians no Pacaembu. O jogo foi realizado na tarde de 18 de dezembro no Pacaembu diante de 35 mil pagantes. Em pé estão Cléber, Velloso, César Sampaio, Cláudio, Wagner e Antônio Carlos; agachados vemos Edmundo, Flávio Conceição, Evair, Rivaldo e Zinho

São Paulo campeão brasileiro de 1991 posando no estádio Marcelo Stefani, em Bragança Paulista. Em pé vemos Zetti, Ronaldo, Leonardo, Ricardo Rocha, Zé Teodoro e Antônio Carlos; agachados estão Muller, Raí, Macedo, Bernardo, Cafu e o roupeiro Jairo
Palmeiras, 1993 (Campeão Paulista). Em pé: Mazinho, o “cabeludo” Roberto Carlos, César Sampaio, Tonhão, Sérgio e Antonio Carlos. Agachados: Edmundo, Daniel Frasson, Evair, Edílson e Zinho.
Primeiro jogo pela final do Paulistão de 1993 entre Corinthians e Palmeiras: Henrique, Antônio Carlos e Moacir. A foto é da Revista Placar.
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