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8/3/2009 10:09 - A publicidade na vida do craque e da seleção
O craque Gérson em propaganda da Gillette.


A história da publicidade no Brasil começa no século 19, quando os anúncios em jornais se referiam, grosso modo, à comercialização de imóveis e de escravos.

Já no século 20, com o surgimento das revistas, as propagandas ganharam cores e ilustrações. Outra novidade foi a implementação do texto mais objetivo. A partir de 1920, com a chegada ao Brasil de grandes empresas multinacionais, o "boom" da propaganda instalou-se por aqui.

O rádio era o grande veículo de comunicação, a partir dos anos 30. Mas nos anos 50, o futebol passou a dar imagem aos anúncios, tornando as revistas e os jornais grandes meios de transmissão de comerciais. Por consequëncia, jogadores já famosos, como Garrincha, Pelé e Gylmar, passaram a virar garotos-propagandas de tudo quanto era tipo de anúncio. Pelé é, até hoje, um garoto-vovô-propaganda. Aliás, ele deveria ser chamado de o "rei do merchan".

A partir da década de 70, as propagandas com jogadores de futebol e esportistas em geral foram para a TV colorida. Atualmente, os atletas “de grife” possuem contratos milionários com essa ou aquela empresa.

E “Ronaldinhos”, “Kakás”, “Adrianos” (no Brasil e lá fora), e “Beckhans”, “Zidanes” e cia, (também lá e cá - viva a globalização!), ganham milhões e milhões de dólares por ano para estamparem suas caras, poses e vozes. Aliás, tem quem se dê melhor com as telas e com as fotos do que com a bola. Mas isso vai além da propaganda; vai para o lado do marketing.

Já imaginou Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato fazendo comercial de lâmina de barbear que não a famosa Gilette? Veja a imagem, pouco mais abaixo, de Mazzola, Zito e Gylmar, todos com rostos “bundinha-de-nenê”, na hoje chamada “peça publicitária” das lâminas Big Ben.

Por Sérgio Quintella.

A seguir vemos imagens das revistas "Manchete", "A Gazeta Esportiva Ilustrada" e “Fatos & Fotos”, a partir dos anos 50.

Mazzola, Zito e Gylmar, em anúncio das laminas Big Ben. É, jovens, antigamente a barba era feita com lâminas assim! E quando o sujeito tomava “umas a mais” e resolvia aparar o bigode? Não sobrava nada!

Em 1966, o grande Cruzeiro de Raul, Tostão e Dirceu Lopes também foi alvo da publicidade. Aquele "Cruzeiraço" tinha acabado de triturar o Santos de Pelé na decisão da Taça Brasil: 6 a 2 e 3 a 2, no Mineirão e no Pacaembu, respectivamente. Na fileira de cima, vemos: Zé Carlos, Marco Antonio, Dirceu Lopes, Evaldo, Neco e Natal. Na segunda fila: Wilson Almeida, Hilton Oliveira, Procópio, Raul, Piazza, Pedro Paulo e Willian.

Kaká também fez propaganda para a Gillette.


E a Gillette sempre foi patrocinadora do radio-jornalismo esportivo brasileiro.


Veja o grande Oberdan Cattani em propaganda de creme de barbear.


Nilton Santos e Garrincha, na época do “guaraná com rolha”.

A multinacional Esso saudou, na revista Manchete, a conquista da primeira copa, em 1958.


Seagers do Brasil era a empresa que fabricava o gin Seagers. Hoje, as bebidas destiladas praticamente sumiram dos anúncios.

Luiz Mendes, o mais antigo jornalista esportivo em atividade, foi o garoto-propaganda da televisão Standard Eletric.

A companhia Panair anunciou na revista manchete de 1958, congratulando a conquista da Seleção Brasileira.

Mais uma empresa saúda o time do Brasil, campeão do mundo em 1958. Hoje em dia, com direito de imagem para lá e para cá, anúncios como esse não seriam possíveis.

Gylmar, Mazzola e Belini em anúncio de camisa.


Nenê, ex-goleiro do Juventus e do Linense-SP, posa para peça publicitária de uma malharia.

Antes da Copa do Mundo de 1978, a Adidas fez uma abrangente campanha promocional de seus produtos, que foram vestidos por vários astros que disputaram a competição. Entre eles Leão, que ostenta uma bela camisa azul ainda com o símbolo da CBD, substituído meses depois pelo da CBF.



Veja Pelé em propaganda de uma Cachaça. A foto acima foi enviada pelo internauta Pedro Sergio Ronco, de Ribeirão Bonito (SP).

Bola com autógrafo de Pelé. Um grande sucesso em meados da década de 1960 produzido pela saudosa ATMA. Foto da revista Manchete.

Confira Pelé em um anúncio do "Biotônico Fontoura.


Félix foi garoto propaganda na década de 1970. Aqui, aparece mostrando a diferença de se ter um carro com bancos reclináveis.

Veja Nílton Santos, a Enciclopédia do Futebol, fazendo propaganda das calças "Kivinco", confeccionadas em tecido Tergal.

Pelé, em 1972, foi garoto-propaganda da "TV Colorado RQ". O querido Walter Roberto Peres, historiador de Santos que nos mandou essa foto, diz que viu o milésimo gol do Rei num aparelho desses.

A empresa de remédio Alka-Seltzer saudou a Seleção Brasileira.


A então estatal Light enviou um telegrama a Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação da seleção, congratulando o feito de nosso time. Hoje, a Light mora no céu. E o telegrama está "mais pra lá do que pra cá". Observe que há até o preço da postagem.

Mais uma empresa homenageia a Seleção Brasileira campeã de 1958 na página da revista Manchete.


A Panair, empresa aérea, esteve presente por muitos anos na vida da seleção.


Já a Carrara, empresa de seguros, investiu nos Jogos Olímpicos de Roma.


A Ceppo, fábrica de camisas, também estampou anúncios que visavam a seleção.


A malharia Tricot-Lã vestiu muitos jogadores e investiu na publicidade da Seleção Brasileira.


“A Exposição”, que fazia os ternos “Gola Estreita”, anunciou na revista Manchete em 1958.


Milton Neves, quando pequeno lá em Muzambinho, ouvia aos jogos da seleção e do Santos num rádio desses.


A antiga fábrica “Vinhos Casto”, sediada no bairro da Mooca, em São Paulo, atravessou o Atlântico quando saudou a Seleção Brasileira campeã de 1958.


A camisa Detex também estampou sua marca e saudou a seleção.


As chuteiras Gaeta davam um chulé! Mas eram as melhores.


Essa é a poderosíssima Philips, com seu “Nho Philito”.




Veja acima o ex-meio-campista da Seleção Brasileira Gérson, que foi a estrela do comercial de TV dos cigarros Vila Rica, na década de 70.



Em 4 de maio de 1958, o mel Api-Cure chegou às mãos da seleção que estava pronta para jogar a Copa da Suécia.

A gigante Kodak saudou os Jogos Olímpicos de Roma, em 1960.


A multinacional Shell anunciou na revista Manchete e também agregou sua marca à imagem da seleção de 1970.


Mais uma multinacional homenageia, nas páginas da revista Manchete, a Seleção Brasileira campeã de 1970.


Veja anúncio publicado pelo jornal "A Tribuna", de Santos, em 1960. A foto nos foi enviada por Vitor Dias. A original está publicada no site www.novomilenio.inf.br/santos, mantido pelo jornalista Carlos Pimentel.

Mais uma imagem enviada por Vitor Dias, de Santos, cuja original está no site www.novomilenio.inf.br/santos, mantido pelo jornalista Carlos Pimentel. O anúncio com Pelé como protagonista foi publicado pelo jornal "A Tribuna" da década de 60.

O programa Terceiro Tempo, na Rede Record de Televisão, e a Bic Comfort fizeram uma excelente parceria entre os anos de 2002 e 2004. Os convidados recebiam cachê e "faziam a barba" antes do programa.


Adílson Baptista, à época, ainda zagueiro no Tricolor Gaúcho


O mestre Ademir da Guia também usou o aparelho de barbear Bic Comfort


O beque "Cris, hoje no Lyon (2009), com sua lustrosa careca também deu uma "passadinha" no salão de barbear do Terceiro Tempo.



Clodoaldo, o volante campeão do mundo pela Seleção Brasileira em 1970, participou do melhor debate esportivo da TV brasileira.


Tardelli, de revelação são-paulina a artilheiro do Galo, também sentou na cadeira de barbeiro mais famosa do Brasil.


O polêmico goleiro Danrlei, antes de ser entrevistado por Milton Neves, também teve seu rosto depilado pelas lâminas da Bic Comfort.



Antes do sucesso na Roma, o goleiro da Seleção Brasileira Doni foi barbeado pela bela Daniela Freitas.


Jogadores de futebol se transformaram em grandes fenômenos de mídia e publicidade e Edu, ex-volante do Corinthians, não foge a regra.


Evair, ídolo palmeirense da quebra do tabu em 1993, foi de uma época em que o jogador de futebol era pouco explorado na publicidade.


O atleta de futebol é modelo de comportamento para os potenciais consumidores. Por isso, os produtos utilizados por estes jogadores são referência para milhões de pessoas. Fábio Costa, goleiro do Santos (2009), é exemplo para os jovens torcedores do Peixe.


Quem diria que o árbitro teria um papel relevante na publicidade ligada ao futebol ? Pierluigi Colina, o juiz italiano, é garoto propaganda de uma empresa de material esportivo na Europa. Na foto acima, o atual presidente da Comissão de arbitragem do Rio de Janeiro(2009), Jorge Rabello.



Hoje, os jogadores de futebol negociam um adendo em seus contratos chamado de "direito de imagem", em que os atletas cedem o seu "poder" de influenciar novos consumidores aos clubes. Léo, lateral campeão brasileiro pelo Peixe em 2002, na foto.


O marketing do futebol ainda está dando os primeiros passos entre os clubes do continente sul-americano. Na imagem, Ricardo Oliveira, revelado pela Lusa, com passagens pelo Santos e São Paulo, e hoje (2009) no futebol europeu.


Qual jogador de futebol não queria ser barbeado pela lindissíma Daniela Freitas? Não foi Rincón o primeiro a recusar !


Os torcedores são-paulinos não esquecem o seu ex-goleiro Roberto Rojas.


O simpático Souza com o cabelo descolorido.


Velloso, uma das poucas pessoas do mundo, em que o implante de cabelos deu resultado.


Veja Wagner Love, novinho, novinho, participando do Terceiro Tempo, na Rede Record de televisão.

A multinacional Braniff também saudou o Tri do Brasil em 1970.


A multinacional Braniff também saudou o Tri do Brasil em 1970. Bellini é o primeiro, Mauro Ramos é o segundo e Carlos Alberto ocupou o lugar vazio da foto. Bonita a homenagem!


Há grandes chances de encontrarmos hoje uma ou outra máquina igual a essa funcionando. Atualmente, as máquinas de lavar não duram 10, 15 anos como eram os eletrodomésticos de antigamente.


O grande Rivellino já foi marca de bola.


O Estado brasileiro, sob o comando do militar Emílio Garrastazu Médici, em plenos anos de chumbo da ditadura militar, homenageou, via Embratur, a Seleção Brasileira tricampeã em 1970.


A Artex, empresa de tecelagem, colocou Pelé no anúncio da revista Manchete em 1970.


Em 1970, a gigantesca IBM também anunciou na Revista Manchete para homenagear o tricampeonato conquistado pelo Brasil.

 
 

 
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