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Exportadores de Café reunidos: "primos" Aécio e Milton Neves presentes


Milton Neves cumprimenta o seu "primo" Aécio Neves, o governador de Minas Gerais, sob os olhares do deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB).

Crédito foto e galeria de fotos: Bernardo Marin Neto


O primeiro da esquerda para a direita é Wellington de Oliveira, jornalista muzambinhense, o segundo é o Governador de Minas Gerais e postulante a Presidência da República, Aécio Neves, o quarto é o apresentador Milton Neves e ao seu lado está o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.


No dia 25 de maio de 2009, Milton Neves participou de três eventos em São Paulo. Ao meio dia aconteceu o lançamento do Cecafé -Organização dos Exportadores de Café do Brasil - no hotel Maksoud Plaza. O encontro principal foi às 19h30 no palco da nova Estação da Luz. Lá ,cerca de 800 produtores, ministros, politicos, prefeitos, governadores e exportadores de café discutiram o atual momento da industria cafeeira do Brasil. A apresentação foi do jornalista muzambinhense Wellington de Oliveira e o Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, "primo"
de Milton Neves, foi a estrela da festa que foi coroada com um belo jantar.

Mais à noite, Milton Neves esteve na "Reunião de Boleiros" na casa do executivo Marcelo Parada, conforme você confere clicando aqui.





Milton Neves conversa com o deputado petista Arlindo Chinaglia.
Crédito foto e galeria de fotos: Bernardo Marin Neto




Milton Neves cumprimenta a filha de Olavo Barbosa, o maior exportador de café do mundo. A senhora, executiva dos fantásticos Grupos "Fazenda Bela Vista" e "Leite da Fazenda" de Guaxupé-MG, estava acompanhada do marido.


Crédito foto e galeria de fotos: Bernardo Marin Neto


Milton Neves e as garotas do coral do evento Coffe & Dinner
Crédito foto e galeria de fotos: Bernardo Marin Neto



O governandor Aécio Neves, o presidente do Cecafé, João Antônio Lian e o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Gilman Viana.



Aécio defende em São Paulo nova política para o café

Crédito Texto: Agência de Notícias de Minas Gerais

Crédito foto: Wellington Pedro/Imprensa de Minas Gerais


O governador Aécio Neves participou nesta segunda-feira (25), em São Paulo - SP, da 3ª edição do Coffee & Dinner, um dos mais importantes eventos da cafeicultura. Promovido pelo Conselho dos Exportadores de Café Verde (Cecafé), o evento marca o início da safra 2009/2010. Durante o evento, o governador recebeu o prêmio “Empreendedores do Café”, conferido ao Estado de Minas Gerais, em reconhecimento à contribuição que o Estado tem dado ao negócio do café. Em seu pronunciamento, Aécio Neves falou sobre a importância do café na economia nacional, ressaltando a necessidade de recursos para investimentos na modernização e sustentabilidade da produção.

“O maior problema a ser enfrentado, que, aliás, é comum a todas as commodities, é a volatilidade do preço do café, que hoje é a segunda maior commoditie do mundo, só suplantada pelo petróleo. Parece estranho voltarmos, uma vez mais, a uma antiga pauta de reivindicações, que há tantos e tantos anos está colocada para os governos e as nossas lideranças. Um país que detém 35% do mercado mundial de café não pode ficar desguarnecido de uma política de comercialização mundial”, disse Aécio Neves.

O governador citou preço mínimo de garantia, crédito de custeio para o cultivo, crédito para a comercialização, instrumento de oferta em mercados futuros e seguro rural, entre as principais medidas que precisam ser adotadas pelo Governo Federal para proteger o café brasileiro.

“O princípio da Política de Garantia de Preço Mínimo deve garantir ao produtor uma remuneração que cubra pelo menos os custos de produção. E os dados atuais demonstram que os valores estipulados pelo Governo Federal não atendem sequer a esse patamar. O Governo Federal precisa praticar a política de garantia comprando o excedente da produção brasileira com preços compatíveis com a realidade da cafeicultura brasileira. Ou seja, o que reclamamos – e há muito tempo – é a formação de uma política agrícola moderna, eficaz, que esteja inclusive à altura do Brasil como grande produtor de alimentos para o mundo”, declarou Aécio Neves.

O governador lembrou que tem ido a Brasília, por várias vezes, acompanhado de líderes da cafeicultura, para negociar com o Governo Federal uma extensa pauta de reivindicações do setor.

“Na semana passada voltei ao ministro Guido Mantega para cobrar a concretização das sinalizações positivas e os compromissos firmados naquele encontro e até hoje não concretizados em plenitude. E mais uma vez aqui estamos aguardando a boa vontade de Brasília, em que pese o ministro ter reafirmado sua palavra quanto alguns avanços possíveis”, disse o governador.

Marketing internacional

Aécio Neves também destacou a importância de toda a cadeia do setor – produção, indústria e comércio – se envolver num amplo programa de marketing internacional.

“Precisamos compreender que os consumidores de todo o mundo exigem, e, com competência, posicionar o nosso produto. Sendo os maiores produtores mundiais, os maiores exportadores e o segundo mercado consumidor do mundo, é nosso dever e nossa responsabilidade exercer a liderança que nos cabe no mercado internacional. Para exercê-la em plenitude, é preciso também melhorar internamente a governança do café, por maiores que sejam os esforços do ministro Reinhold Stephanes, que os reconheço”, afirmou Aécio Neves, destacando o trabalho do ministro da Agricultura, presente ao evento, assim como o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Gilman Viana.

O prêmio “Empreendedores do Café” é dado a 13 personalidades, nacionais e internacionais, que se destacaram na atividade cafeeira ou que contribuíram para o desenvolvimento do café do Brasil.

O tema do Coffee & Dinner, na edição deste ano, foi “Novos Desafios – Novos Cenários”. Foram discutidas as tendências da produção, do consumo e do mercado frente aos novos momentos do café, nesse ambiente de crise econômica e seus desdobramentos sobre o agronegócio café.

Mercado mineiro de café

Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil. O Estado irá colher neste ano cerca de 19,2 milhões de sacas de café (60kg). O volume corresponde a 49% da produção brasileira. A safra de 2009 será 19% menor que a do ano passado por causa da bianualidade da cultura, que alterna um ano de safra alta e outro de safra baixa. O café é a principal atividade econômica de aproximadamente 400 municípios mineiros.

O café é o segundo produto da pauta de exportação de Minas Gerais, atrás apenas do minério de ferro. No ano passado, as exportações mineiras de café somaram US$ 3 bilhões. As vendas de café por Minas Gerais para o exterior, nos quatro primeiros meses deste ano, movimentaram US$ 1,3 bilhão.

Pauta de reivindicações

O governador Aécio Neves esteve reunido na semana passada (21/05), em Brasília, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar da crise da cafeicultura. No encontro, ficou acertado que o Governo Federal vai aceitar o pagamento de parte da dívida dos cafeicultores com a União, de cerca de R$ 1 bilhão, em sacas de café. Segundo o governador, o pagamento será de 5% da dívida, a cada ano, em um período de 20 anos.

Também ficou combinado que o anúncio oficial da realização dos leilões de opção de café será feito pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Aécio Neves pediu, ainda, que o governo assuma parte da dívida dos cafeicultores com o setor privado, estimada em R$ 3 bilhões, para que o pagamento também possa ser feito em café. Essa possibilidade ainda será avaliada pelo Governo Federal.




O governador Aécio Neves durante a 3ª edição do Coffee & Dinner em São Paulo



Leia abaixo a transcrição do discurso do Governador Aécio Neves na 3ºfesta Coffe & Dinner.

Meus amigos,

É uma honra estar aqui hoje, compartilhando com os senhores idéias e propostas para o Brasil que sonhamos construir e que estamos construindo, juntos, todos os dias.

Antes de qualquer outra palavra, em nome dos mineiros, devo um sincero agradecimento ao Conselho dos Exportadores de Café Verde, por esta oportunidade e esta relevante homenagem.

Nós a recebemos como um reconhecimento ao incessante trabalho da nossa gente, que, desde as primeiras gerações de produtores, tem no café uma das nossas mais caras vocações.

Mais que qualquer outro produto nacional, o café é um capítulo essencial da história de Minas e também da história do Brasil. História que continuamos a escrever ainda hoje, com o trabalho de cerca de oito milhões de brasileiros, direta ou indiretamente envolvidos na agricultura, no transporte, na indústria, no comércio e nas exportações do produto.

Acredito que os próximos capítulos dessa história podem ser ainda mais decisivos ao nosso futuro, se nos permitirmos ousar mais, investir mais, multiplicando as parcerias para a conquista de novos mercados e a imprescindível renovação do consumo.

As bases fundamentais para responder a esse desafio já estão conquistadas.

Temos, hoje, o café mais competitivo do mundo.

Mesmo que sua importância relativa no conjunto das vendas externas tenha diminuído, devido à diversificação da nossa pauta de exportações, o café continua sendo um dos fundamentos da economia nacional e um setor estratégico, do ponto de vista social.

Com importantes investimentos em pesquisa e desenvolvimento, superamos algumas barreiras históricas e conseguimos melhorar a qualidade do produto que produzimos.

Esta não é, no entanto, uma tarefa concluída.

Entendo que é fundamental a garantia de que não faltarão recursos para continuarmos investindo na modernização e na sustentabilidade da produção.

Sendo os maiores produtores mundiais, os maiores exportadores e o segundo mercado consumidor do mundo, é nosso dever e nossa responsabilidade exercer a liderança que nos cabe no mercado internacional.

Para exercê-la em plenitude, é preciso também melhorar internamente a governança do café, por maiores que sejam os esforços do ministro Reinhold Stephanes, que os reconheço.

Precisamos compreender o que os consumidores de todo o mundo exigem e, com competência, posicionar o nosso produto através de um amplo programa de marketing internacional.

É preciso que toda a cadeia do setor - produção, indústria e comércio -, se envolvam nesta importante tarefa.

Principalmente, precisamos compreender a nova lógica que se impõe, acompanhando a modernização dos mercados.

Sabem muito bem os senhores que tem havido transferência de renda entre os países que tem importante participação na cadeia do setor.

Vejam que, em 1990, o PIB mundial do setor era de 30 bilhões de dólares, sendo que os países produtores representavam 30%.

Hoje o PIB mundial gira em torno de 70, 80 bilhões de dólares e os países produtores representam apenas 8% desse total.

Mais uma vez, perdemos porque não avançamos o suficiente, na difícil tarefa de agregar mais valor ao nosso produto.

O Brasil, por sua liderança incontestável no setor e por sua vocação em conciliar e incluir, precisa saber liderar os países produtores e consumidores de café na tarefa compartilhada de indução da política mundial do café.

Precisamos avançar ainda mais no programa Café e Saúde, explorando as suas qualidades anti-oxidantes.

Precisamos continuar investindo continuamente na melhoria da produtividade do setor, com a colaboração de empresas como a Fapemig, Epamig e Embrapa, que já contribuíram muito e podem contribuir cada vez mais.

Apesar das melhorias que ocorreram nos portos, desde a reforma do setor e a privatização dos serviços, ainda estamos muito distantes da qualidade e eficiência dos portos mais modernos do mundo.

Mas o maior problema a ser enfrentado, que, aliás, é comum a todas as commodities, é a volatilidade do preço do café, que é hoje a segunda maior commoditie do mundo, só suplantada pelo petróleo.

A volatilidade do preço tem sido espantosa.

E desafia ainda mais a demanda por estabilidade no processo de comercialização.

Parece estranho voltarmos, uma vez mais, a uma antiga pauta de reivindicações, que há tantos e tantos anos está colocada para os governos e as nossas lideranças.

Neste importante momento de transição de patamar para o pleno desenvolvimento, nunca foram tão absolutamente necessários os instrumentos de uma política agrícola eficiente e séria:
- preço mínimo de garantia.
- crédito de custeio para o cultivo.
- crédito para a comercialização.
- hedding, instrumento de oferta em mercados futuros.
- e finalmente, seguro rural.

Um país que detém 35% do mercado mundial de café não pode ficar desguarnecido de uma política de comercialização mundial.

O governo federal precisa adotar medidas que protejam o café brasileiro do oportunismo do mercado internacional.

O princípio da Política de Garantia de Preço Mínimo deve garantir ao produtor uma remuneração que cubra pelo menos os custos de produção.

E os dados atuais demonstram que os valores estipulados pelo governo federal não atendem sequer a esse patamar.

O governo federal precisa praticar a política de garantia comprando o excedente da produção brasileira com preços compatíveis com a realidade da cafeicultura brasileira.


Ou seja, o que reclamamos – e há muito tempo – é a formação de uma política agrícola moderna, eficaz, que esteja inclusive à altura do Brasil como grande produtor de alimentos para o mundo.

Isso evitaria, certamente, agendas como a que compartilhamos, há quase dois meses atrás, quando fomos, lado a lado com os cafeicultores, a Brasília, apoiar uma extensa pauta de reivindicações do setor.

Ainda anteontem voltei ao ministro Mantega para cobrar a concretização das sinalizações positivas e os compromissos firmados naquele encontro e até hoje não concretizados em plenitude.

E mais uma vez aqui estamos aguardando a boa vontade de Brasília, em que pese o ministro ter reafirmado sua palavra quanto alguns avanços possíveis.

Entendo que é este exatamente o ponto da nossa reflexão.

Reivindicamos – e em especial o governo federal defende – uma nova posição para o Brasil no mundo.

Mas internamente não nos permitirmos remover problemas estruturais que não condizem com este Brasil contemporâneo.

Brasília tem sido, meus amigos, um extenso corredor onde se formam filas e mais filas de representantes do setor em situação de fragilidade, quando deveríamos estar protagonizando uma nova interlocução nacional, em busca de saídas para os nossos problemas e a travessia para o pleno desenvolvimento.

Muito obrigado.






O governador recebeu, em nome do Estado de Minas Gerais, o prêmio “Empreendedores do Café”.



 
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